sexta-feira, 29 de novembro de 2013

As Luzes de Setembro - Zafon



Foto da net porque estou sem câmera!!

Estou tão atrasada nas minhas postagens!!! Tudo culpa da minha máquina fotográfica que estragou e agora dependo do meu marido para as fotos dos livros!!!

Logo que terminei Merlin já comecei Luzes de Setembro, último livro do Zafon publicado em português e único que eu ainda não tinha lido. Posso dizer que desses “livros menores” que engloba Marina, O Príncipe da Névoa e O Palácio da Meia Noite, Luzes de Setembro só fica atrás de Marina.

A história desta fez se passa na França na década de 1930. Irene é uma jovem garota parisiense que, após a morte do pai, passa por dificuldades financeiras junto com a mãe e o irmão – Simone e Dorian –, já que toda a fortuna da família acaba sendo usada para quitar suas muitas dívidas.

Depois de um ano de muito sofrimento em Paris, a família se muda para pequena cidade de Baia Azul, na Normandia, onde a mãe conseguiu um emprego como governanta na mansão de Janus, um excêntrico engenheiro e criador de maravilhas automáticas que vive em um imenso casarão com Alexandra, sua esposa acamada e que ninguém vê há vinte anos, e com Hannah, a jovem cozinheira.

Irene e Hannah têm a mesma idade, e logo se tornam amigas e, através dela, Irene conhece Ismael e, claro, os dois logo se apaixonam. Tudo vai bem até que em uma noite de tempestade, Hannah se levanta no meio da madrugada. Sem conseguir dormir novamente por causa do barulho das batidas de uma janela das centenas de quartos da mansão, Hannah se vê obrigada a enfrentar os escuros corredores habitados pelas centenas de invenções mecânicas de Janus até encontrar a fonte do barulho e, naquele quarto, ela acaba despertando o mal que se esconde na mansão, uma mal que estava adormecido há vinte anos.

A partir daí coisas horríveis começam a acontecer na pacata cidade, a após um assassinato brutal nos bosques que rodeiam a mansão de Janus, Irene e Ismael começam a investigar a ligação do crime com a mansão. Em clima de constante suspense e rodeada por aparições fantasmagóricas, Irene logo percebe que sua família, e principalmente sua mãe, é quem mais corre perigo.

Com a ajuda de Ismael, Irene vai fazer tudo que é possível para proteger sua mãe e irmão do mal que assombra a mansão e Janus, desde que ele era apenas uma criança.

Mais uma vez o autor usa os mesmos ingredientes para uma nova receita. Adolescentes apaixonados, um casarão assustador, eventos misteriosos e sobrenaturais, seres macabros, maldições passadas e a corrida contra o tempo para salvar aqueles a quem se ama e mais uma vez a receita dá certo!!

É uma leitura tão fácil e gostosa que dá para terminar “numa sentada”, e mesmo sendo claramente um livro para adolescentes, a história é muito boa e muito bem escrita. Seria bem legal se se tornasse um filme!!

Um livro fofo!!!

Agora é torcer para que Zafon dê continuidade à história do Daniel Sempere, como deu a entender no final de O Prisioneiro do Céu, para que a gente tenha mais das ótimas histórias desse escritor fantástico!!!

É isso!!

Beijos e ótimas leituras!!!
Fefa Rodrigues

PS: Ah, Feeee eu não esqueci do prometido, logo o seu estará aí com você!!!


A Onda

Já faz uns 452 que minha sobrinha eclética e intelectual insistia pra que eu visse esse filme alemão, ela até gravou o filme em um DVD pra mim, mas eu sempre deixava pra depois, até que o sol resolveu não aparecer nesse sábado e eu resolvi que iria ver esse filme enquanto a chuva caia lá fora, já que meus planos de piscina foram pro água abaixo!!!



E realmente o filme é muito bom. Apesar de tratar de um assunto tão pesado - a possibilidade do ressurgimento de um governo fascista – o filme não é cansativo.

O filme começa mostrando os típicos jovens alemães de hoje em dia. Festas, esportes, vídeos-game, drogas e bebidas, pouca ou nenhuma disciplina. Esse grupo de jovens faz parte da classe de ciências políticas que, durante a semana dedicada à importância da democracia, vão estudar os diferentes tipos de governo.

A classe destinada ao estudo da Autocracia é comandada pelo professor Rainer Wenger, com cara de rebelde e roqueiro, o professor desejava o curso de Anarquia, mas foi obrigado a ministrar o curso de Autocracia e, a primeira pergunta que ele faz aos alunos é se seria possível o nazismo renascer na Alemanha. A maioria dos alunos diz que isso seria impossível, então o professor resolve iniciar uma “experiência”.

Começando com um simples exercício sobre sentar-se de forma ereta, respirar antes de falar e falar pausadamente, em uma semana os alunos se transformam em um grupo com uniforme e saudação própria.

Não vou entrar em muitos detalhes, mesmo porque não tenho profundidade para fazer uma análise do filme, mas é muito interessante ver como, por exemplo, um dos alunos que é sempre hostilizado, ignorado pelos pais e sem amigos, se sente ao fazer parte da Onda e se torna um dos mais fervorosos seguidores do “movimento”.

Em pouco tempo, aqueles alunos estão se impondo aos demais, tratando de forma privilegiada aqueles que fazem parte da Onda e perseguindo aqueles que são contrários ao que está acontecendo.
Ao final, o professor Wenger discursa com a mesma “loucura” de Hitler, usando os mesmos “argumentos” e sendo aplaudido pelos alunos.

Um ótimo filme, especialmente para aqueles que, como eu, vivem se perguntando “como é que isso foi acontecer?”.

Bons filmes!!!
Bjos...
Fefa Rodrigues


Merlin - M.K. Hume

Estava eu no aeroporto, após fazer o check-in e despachar minhas bagagens, quando me sentei numa daquelas cadeirinhas não muito confortáveis para aguardar as duas horas que faltavam para o voo. Abri minha bolsa e quase tive uma arada cardíaca quando percebi que tinha esquecido meu livro.

Na mesma hora me veio à mente a minha própria imagem retirando as coisas da bolsa para conferir que estava tudo lá e a imagem do meu livro em cima da mesinha. Desesperada comecei a reclamar, o Davi, que estava super entretido com seu Candy Crush Saga, calmamente tirou o cartão de crédito do bolso e apontou em direção a livraria bem na nossa frente... e foi assim que eu adquiri Merlin, um livro que eu não conhecia de uma autora que eu nunca tinha ouvido falar.




O livro conta a história do mago mais famoso da história. Nesse primeiro livro da trilogia, a história começa com sua concepção. Sua mãe, a neta do rei dos deceangli, uma das muitas tribos que ocupavam o norte da Bretanha, é uma menina voluntariosa e mimada que é violentada por um estranho e lindo homem trazido até a praia depois de uma grande tempestade.

A menina odeia a criança desde o ventre e passa a chamá-lo de Semente do Demônio, jurando a todos que foi um demônio quem a estuprou. Para não manchar a “honra” da neta, o avô faz com que a história se espalhe. Merlin nasce apesar de todo esforço de sua mãe para que a criança morresse ao nascer e desde o início da sua vida ele demonstra seu carisma, inteligência e beleza... além disso, o garoto é aceito na cerimônia tanto pelo Deus Sol como pela Mãe, a deusa.

Apesar de ser um bastardo, sua avó Celwyn e seu bisavô adoram o menino que, por sua inteligência muita acima da média, cresce solitário e logo se torna aprendiz da curandeira local.

Nesse primeiro livro, a autora narra a infância e começo da adolescência de Merlin, e confesso que o é tudo meio “parado” demais. Minha opinião é de que faltou emoção e trama nesse início. A história só começa ficar mais emocionante quando Merlin, já adolescente, passa ao serviço do Alto Rei Vortigern, acompanhando o rei em sua batalhas contra o filho e contra o imperador Ambrósio.

É nessas batalhas que o jovem Merlin passa a ser reconhecido como mestre por sua enorme capacidade como curandeiro e sua inteligência que ajuda o rei com as máquinas de guerra tomadas dos inimigos e com as táticas de guerra que ele desenvolve.

Na realidade, ele só aceita trabalhar para o Rei Vortigern, que é seu inimigo porque o rei promete lhe contar quem é seu pai.

Enfim, como eu disse, falta muita coisa no livro e eu daria uma nota 6,5 para ele, mas pretendo comprar a seqüência, que ainda não tem em português, para dar mais uma chance para a autora que, por sinal, é mestra em história do período arturiano!!!

Agora, bora ler Luzes de Setembro... leitura conjunta com minha amiga-leitora, Kelly!!!

Beijos,
Fefa Rodrigues

P.S.: Vi que o Tolkien tem um livro sobre o Rei Artur que acabou de ser publicado em português, o título é A Queda de Artur, e será a minha próxima compra!!!



terça-feira, 12 de novembro de 2013

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Riscando da lista...

Há quase dois anos, no dia do meu aniversário, postei aqui uma lista de 10 coisas que gostaria de fazer antes de morrer. Naquela época não tinha qualquer condição de acreditar que realmente conseguiria fazer alguma daquelas coisas, mas o mundo gira, a gente avança e coisas boas acontecem, e então agora já posso riscar uma delas...

  1. Beijar o Davi no alto da Torre Eiffel;
  2. Tocar as paredes do Coliseu;
  3. Ver o sol nascer através de Stonehenge;
  4. Mergulhar na praia de Perth;
  5. Tirar uma foto na frente da igrejinha de Trancoso;
  6. Tomar uma dose de absinto no Café Slavia – e quem sabe ver a fada verde;
  7. Olhar nos olhos da Monalisa;
  8. Andar pelas ruas de Barcelona;
  9. Juntar um punhado de neve nas mãos;
  10. Conhecer um castelo de verdade, daqueles que tiveram cavaleiros defendendo suas muralhas e que de preferência esteja na Irlanda!



É isso aí, galera...
Beijos boa noite!!!
Fefa Rodrigues


Não quero vidinha, não!!

Não sou de ler livros de auto ajuda ou de conselhos para a vida, mas no dia do jantar de comemoração do meu casamento, ganhei de presente um livro que fala sobre relacionamentos e de como somos influenciados pela bagagem que trazemos de casa.

Então me coloquei a pensar sobre como eu tinha certo receio com relação ao casamento. Algo um tanto quanto inconsciente e sem definição. Não me incomodava pensar em ficar a vida toda com a mesma pessoa, ou os desafios financeiros de se manter uma casa ou de se compartilhar tudo com outra pessoa, ou, ainda, qualquer daqueles clichês repetidos pelas pessoas que parecem crer que a instituição está mesmo falida.

Depois de muito pensar sobre o assunto, eu identifiquei o que me incomodava. Não sei se é comum com vocês, mas aqui na minha terra é coisa que um casal houve sempre que marca a data a frase: “Ai que lindo, vão começar a vidinha de vocês”. As pessoas não falam por mal, é só um costumo, mas essa palavra “vidinha” utilizada sempre para definir a vida pós-matrimônio é o que me incomodava, sem que eu percebesse.

Sempre que ouvia a palavra vidinha associada a vida de casada a sensação, ainda que inconsciente, que eu tinha era de que voltando da lua-de-mel o Davi e eu nos tornaríamos duas pessoas medíocres que só poderiam mesmo viver uma vidinha.

E quem é que quer viver uma vidinha, minha gente?? Eu não quer não. Eu quero viver uma vida cheia de desafios, mesmo que sejam esses desafios do dia-a-dia. Eu quero sonhar e lutar para realizar esses sonhos. Eu quero continuar crescendo profissionalmente e intelectualmente. Eu quero ajudar o Davi a se tornar melhor e alcançar seus projetos.

Enfim, eu quero uma vida abundante, uma vida que não tenha nada de “inha”, uma vida que valha a pena ser vivida, e é por isso que eu me casei, para que minha vida tivesse ainda mais desafios a serem vencidos e objetivos a serem alcançados.

Não é isso que todos nós queremos??




Beijos,

Fefa Rodrigues


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Um pouco de mim

Oi gente, ontem foi a festa do meu casamento, mas a cerimônia será hoje e depois eu já vou para o Hotel e viajo amanhã de manhã. Vou ficar 10 dias fora, e vou levar como companhia e leitura o livro 1356 do Cornwell!!!

Então, a gente se vê daqui alguns dias!!:o*







Beijos,
Fefa Rodrigues

sábado, 14 de setembro de 2013

Sobre alianças e outras coisas...

Hoje eu ganhei do Davi, meu namorado que se tornará meu marido daqui 15 dias, uma aliança linda, de ouro e com um brilhante incrustado. Então me pus a pensar sobre outra aliança, aquela que já existe em nosso coração há 13 anos e que independe de ouro no dedo ou assinatura em papel. 

É, faz todo esse tempo que estamos juntos, e já passamos por muitas coisas - boas e ruins -, nós conhecemos literalmente a alegria e a tristeza, a saúde e a doença, a pobreza e a riqueza. E nessa caminhada há um fato especial, algo que eu nunca vou esquecer.

Quando eu comecei a faculdade, meus pais estavam em uma situação difícil e só permaneci no curso porque ganhei uma bolsa. Acontece que, no primeiro dia de aula eu simplesmente não tinha nenhum tênis para colocar. 

O Davi, então um menino de 17 anos, e já meu namorado, pegou um tênis que a mãe dele tinha acabado de comprar, um All Star preto, e me deu. 

É possível que até hoje minha sogra se pergunte onde é que foi parar aquele par de tênis.

Já, eu tenho a certeza de que tenho ao meu lado alguém que sempre vai cuidar de mim, não importa a situação.

Então, Davi, saiba que eu acredito quando você diz que vai "caminhar comigo até a eternidade", porque você cuidou de mim quando eu não tinha nada para te oferecer em troca.

E como está escrito na aliança que agora está em nossos dedos "Para sempre"...



Beijos,
Fefa Rodrigues


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

No cinema, em novembro!!

Minha queria amiga Kelly me mandou hoje essa imagem do filme A Menina que Roubava Livros, um livro que eu demorei pra caramba para ler, porque alguém tinha me dito que era ruim e eu estava cheia de preconceitos contra ele, mas depois que li descobri que é um das mais belas histórias já escritas.

Olha ai que imagem bonita:


Ainda dá tempo de ler antes da estréia no cinema, gente!!!

Beijos
Fefa Rodrigues


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Lições e citações de O Inverno do Mundo

Eu gosto de marcar frases interessantes dos livros, e tomei esse costume depois que ganhei umas fitinhas transparentes e autocolantes de uma super amiga querida. Adorei a ideia porque, além de não estragar o livro com caneta marca texto, as fitinhas são uma graça e veio um montão no pacotinho.

Bem, devaneios à parte, vou postar algumas citações do livro o Inverno do Mundo do Kenn Follett. A resenha dele está logo abaixo se alguém que ainda não leu se interessar!!!

Essa primeira anotação me fez lembrar dos episódios de protestos a alguns meses atrás. Os protestos tinham sim legitimidade, mas é de se pensar a quem interessava a violência e a quem interessava as medidas que foram sugeridas a partir dos protestos, especialmente medidas que contrariam a nossa Constituição e nosso Estado Democrático de Direito.

A literatura é uma mestra, e a através da história nos ensina muito. O Inverno do Mundo é uma aula de política, e conhecer mais sobre política, em seu sentido original, é essencial para podermos discernir sobre o que está certo ou não, e para evitar sermos manipulados.

A história é uma repetição, por isso é uma fonte de aprendizagem indispensável.

"- Porque os fascistas querem violência? - indagou Ethel; era uma pergunta retórica. - Aqueles rapazes lá fora podem ser simples arruaceiros, mas alguém os está dirigindo e suas táticas têm um objetivo. Quando há briga nas ruas eles podem alegar que a ordem pública foi violada, e que é preciso tomar medidas drásticas para restabelecer a lei. Essas medidas de emergência incluem banir partidos democráticos como o nosso, proibir a ação dos sindicatos e prender pessoas sem julgamento, homens e mulheres como nós, cujo único crime é discordar do governo. Isso por acaso lhes parece uma fantasia improvável, algo que jamais poderia acontecer? Bem, foi exatamente a tática que eles usaram na Alemanha e funcionou".

Gostei especialmente desse pequeno trecho que me fez pensar em tantas pessoas que simplesmente preferem dizer que não gostam de política:

"- Você não era desse jeito, antigamente jamais discutiria política!
- Se você não se interessa, o que acontece é culpa sua"

Nessa próxima citação, Carla e seu pai acompanham um pastor protestante em busca de informações no que eles descobriram ser um centro para "eliminação de pessoas inúteis", ou seja, de pessoas com deficiências. O que me chamou a atenção foi que esse personagem agiu a forma que eu acredito ser a essência do cristianismo que é a luta por um mundo melhor, pelo "venha o Teu Reino".

"- O Senhor pode não responder, é claro - disse Ochs em voz mais baixa - Mas um dia uma autoridade superior vai lhe fazer a mesma pergunta. Na verdade, a maior autoridade de todas. - Ele esticou o braço e apontou um dedo acusador - E nesse dia meu filho você vai responder."

E, já no final do livro, um trecho que me abriu mais os olhos com relação a toda questão envolvendo o "motivo pelo qual a Alemanha aceitou o nazismo":

"Erik cantava com sinceridade a letra da música. Apoiava o regime soviético da mesma forma cega com que havia apoiado os nazistas. De início isso havia provocado em Carla incompreensão e fúria, mas ela agora via uma lógica triste no fervor do irmão. Erik era uma daquelas pessoas inadequadas cujo medo da vida era tão grande que preferia viver sob uma autoridade dura, ter um governo que lhes dissesse o que fazer e o que pensar, e que não permitisse nenhuma dissidência. Eram tolas e perigosas, mas havia muita gente assim."

Para mim essa mesma tolice está em toda forma de manifestação intolerante e fundamentalista, que não aceita e não respeita a diferença, como disse o autor, isso é um grande perigo, mas infelizmente, ainda há muita gente assim.

É isso ai, livros nos divertem, mas também nos fazem pensar, não é?!?

Beijos
Fefa Rodrigues


Próxima Leitura e que capa linda!!!

Acabei de decidir minha próxima leitura, será 1356 do Bernard Cornwell e tenho que dizer, que capa linda do livro, gente!!!



Ah, e vocês já viram que foi lançado mais um liro do Zafón, Luzes de Setembro??? Calro que eu já encomendei, na Submarino R$ 19,90!!!

É isso ai, beijinhos...
Fefa Rodrigues


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A Chave de Rebecca - Kenn Follett

Esse é o primeiro livro de espionagem do Follett que eu leio. Não é uma história grandiosa como Os Pilares da Terra, Queda de Gigantes ou O Inverno do Mundo, mas vale a pena.



A história se passa no Cairo da II Guerra Mundial e começa com o espião Alex Wolf, um alemão que também possui nacionalidade egípcia, tentando entrar no Egito pelo deserto. Sua missão é descobrir segredos e informações sobre o exército britânico que ocupa o pais, que na época era uma de suas colonias, e passar ao general Rommel, comandante do exército nazista no deserto. 

Acontece que algumas coisas dão errado na chegada de Alex e ele não consegue passar desapercebido, e acaba chamando mais atenção do que pretendia. 

Esse incidente que a princípio parece insignificante desperta o interesse de Vandam, oficial britânico responsável pelo setor de inteligencia do exército britânico no Cairo. Vandam então resolve iniciar uma investigação, mesmo contrariando Bogges, seu superior. Apesar de inteligente e honesto, Vandam é desprezado por seu chefe que provém da nobreza inglesa, já que seu pai era um carteiro.

Enquanto Alex coloca em prática seus planos para alcançar os segredos do exército britânico e transmití-los a Rommel, Vandam está certo de que aquele homem é um espião nazista e é o responsável por passar informações sigilosas aos nazistas, que conseguem impor inúmeras derrotas ao exército britânico apesar de sua superioridade numérica e logística.

Quanto mais os nazistas se aproximam, mais Vandam se vê obrigado a capturar Wolf e evitar que os alemães tomem o Egito. Assim começa uma caçada ao espião, e para isso ele conta com Elene, uma  jovem judia-egípcia que se cansou de viver as custas de seus amantes e acaba recrutada por Vandam para ajudar na busca ao espião devido a sua beleza e inteligência.  

Acontece que Vandam e Elene se apaixonam em meios aos perigos que os dois enfrentam na busca pelo espião frio, calculista e cruel!!

Gostei da história. Como disse acima, não é uma obra-prima, mas é um livro para se ler de forma relaxada e rápida, já que os acontecimentos de desenrolam de forma vertiginosa a leitura flui super rápido. 

Mais um livro que daria um bom filme.

Outro ponto forte são os personagens, os três principais Vandam, Alex Wolf e Elene são "adoráveis"!!

Ah!! Anotei um trecho que se refere ao chefe de vandam e vou transcrever pois é uma realidade do meu dia-adia e imagino que de muitos de vocês também:

"Assim, devido a sua falta de confiança para tomar decisões de verdade, tentava parecer superior marcando pontos às custas dos outros, dando a si mesmo a ilusão de que era mesmo esperto." 

E então, conhecem alguém assim??? 

Dica de leitura gostosa e leve, ótima para relaxar!!

Beijos,
Fefa Rodrigues


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Porque eu "tô" sumida?!?!?!

Me perguntaram ontem pelo face a razão pela qual eu sumida aqui do blog, então eu expliquei que eu vou casar dia 27 de setembro, daqui 22 dias, gente!! E apesar de ser uma cerimônia bem simples acompanhada apenas de um jantar para os padrinhos e amigos íntimos, dá um trabalho minha gente!!!

E, somando-se a todos os compromissos relativos ao casório - luzes, progressiva, depilação, chá de cozinha, chá de lingerie, unha, vestido para a cerimônia, vestido para o jantar, vestido para o civil, vestido da mãe, terno dopai, terno do noivo UFA! - tem os compromissos do trabalho. Acreditam que na semana do meu casamento terei que passar dois dias em São Paulo?

Mas, mesmo em meio a esse turbilhão, as leituras continuam é claro!!! E tem fotos também, e tem novos textos, mas eu vou deixar tudo para o pós-casório, porque dai eu estarei em férias também, e poderei aproveitar fazendo as coisas que eu gosto, dentre elas, postar no blog!!!

Ah, e olha que legal. Não sei se essa é a modinha em todo lugar, mas aqui em Tatuí o "chique" é tirar fotografias de casamento em lugares diferentes e que tenham alguma ligação com o gosto pessoal dos noivos. Pois bem, o Davi e eu vamos ter como cenário para nossas fotos a Biblioteca do Museu de nossa cidade!!! A fotógrafa até sugeriu que nos levemos nossos livros preferidos porque ela está "cheia de idéias"!!!

Então gente, eu sumida por que vô casa!! Mas logo eu volto, tá!!!

Beijinhos,
Fefa Rodrigues




sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sobre o Inverno do Mundo e a necessidade de pensar...

Uma das perguntas que sempre me vinha à mente como uma Apaixonada por história da segunda guerra é “afinal, como a Alemanha, uma das civilizações mais avançadas do mundo, foi se corromper e aceitar o nazismo e todo absurdo que ele produziu?”.

Enquanto lia Inverno do Mundo um dos personagens pareceu a essa minha pergunta. Erik é o filho de Maud e Walter, dois intelectuais extremamente inteligentes e filiados ao partido social-democrata que fazem tudo que podem para evitar que os nazistas consigam o poder.

Erik não é tão inteligente quanto os pais ou sua irmã mais nova, Carla, de quem eu falei bastante na postagem anterior. Erik não se encaixa na família e está sedento por aceitação.

Como os pais não são membros do Partido Nazista e, por isso, ele acaba sendo rejeitado na escola, afinal ele é dos poucos filhos de alemães que não usa o uniforme da juventude hitlerista e, por isso, é obrigado a ficar com os estrangeiros e judeus na escola.

Essa necessidade de aceitação, de fazer parte de um todo, leva o garoto a ingressar, mesmo contra a vontade dos pais, na juventude hitlerista. 

A Alemanha pré-nazista estava humilhada pelo Tratado de Versalhes e, apesar de ter conseguido uma recuperação econômica após a Grande Guerra, a grande depressão de 29 acabou com a economia, deixou milhões de desempregados nas ruas, que se somavam aos ex-combatentes infelizes, sem dinheiro ou perspectivas e muitas vezes mutilados.

Pessoas que não se encaixavam e que buscavam um culpado para seus problemas. O nazismo, portanto, foi o “salvador” que aquelas pessoas buscavam.

Enquanto conhecia o personagem Erik, me lembrei do que Hannah Arendt fala em sua obra Eichmann em Jerusalém. Hannah acompanhou o julgamento do nazista que aconteceu em Jerusalém na década de 60 e, a partir dessa experiência, escreveu a obra na qual apresentou sua ideia de banalização do mal intimamente ligada a “recusa de pensar”.

Em um trecho de seu livro, Hannah nos conta que Eichmann era um homem incapaz de pensar e toda a sua atuação e obediência cega ao nazismo decorria de sua necessidade de ser um funcionário eficiente para ser reconhecido e aceito dentro da hierarquia nazista.

Para Hannah, Eichmann estava convencido de que ao obedecer cegamente às ordens nazistas ele apenas estava cumprindo seu dever de funcionário do Estado.

Ao ler esse livro e pensar naquelas pessoas, me lembrei do alerta que Hannah Arendt fez a todos nós, um alerta que não deve e não pode ser esquecido, que o “desumano se esconde dentro de cada um de nós e que a única forma de não sermos completamente tragados pelo mal que se esconde dentro de nós é constantemente pensar, avaliar e interrogarmos a nós mesmos, nossos atos e os atos de nosso governo.” 

Livros nos divertem, mas também nos fazem pensar...

Beijos;

Fefa Rodrigues


Inverno do Mundo – Parte I

Há tanto para se falar e se pensar ao ler esse livro que decidi escrever minhas impressões sobre ele em partes, assim, aqueles que desejam ler não vão se cansar tanto!!!


Talvez nem todos saibam, mas Inverno do Mundo é o segundo livro da trilogia O Século, que começou com Queda de Gigantes, um dos melhores livros que li na minha vida, um romance histórico perfeito que conta sobre a vidas durante os anos que antecedem a Grande Guerra, durante as batalhas e um pouco do pós-guerra na Inglaterra, na Rússia, Alemanha e Estados Unidos, através da vida de cinco famílias, e com um enfoque bem interessante na política internacional e na atuação dos diplomatas envolvidos. 

Realmente muito bom, aconselho a leitura!! 

Agora, em Inverno do Mundo acompanhamos os acontecimentos que antecedem a II Guerra Mundial, através dos filhos dos personagens do primeiro livro.

Como esse livro rendeu muito, vou começar com a parte que eu mais gostei, os Alemães!!!

Na Alemanha pré-nazismo acompanhamos Maud, uma aristocrata inglesa que abandonou a vida confortável na propriedade da família para se casar secretamente contra a vontade de seu irmão, o conde Fitz, com Walter, um diplomata alemão, com quem foi viver após a Grande Guerra na Alemanha, suportando todas as privações que se abateram sobre o povo alemão naquele período.

Agora, Walter é um parlamentar membro do partido social-democrata e Maud jornalista em uma revista que segue a mesma linha. Ambos percebem o mal que o nazismo representa e fazem de tudo para evitar que o partido consiga a maioria nas eleições em 1933, e enfrentam a violência da SS. 

O casal tem dois filhos, Carla, uma menina de onze anos, extremamente inteligente e com uma ótima compreensão da política e dos acontecimentos a sua volta, e Erik, um garoto de 13 anos fascinado pelos nazistas, para decepção dos pais.

O foco de toda a história que se passa na Alemanha é Carla, a garota corajosa que investiga a estranha morte de seu afilhado deficiente e descobre o programa nazista para acabar com as pessoas consideradas “inúteis”. Sua investigação, contudo, leva à prisão de seu pai pela Gestapo e a outras consequências terríveis. 

Conhecedora da realidade nazista, diferente do que acontece com a maioria das pessoas a sua volta que parecem não ver o que o nazismo realmente representa, durante a guerra Carla faz tudo que pode para ajudar os judeus a sua volta, trabalha como espiã para os russos e, graças a sua rede de espionagem o Exército Vermelho consegue se preparar para os ataques a Moscou e a Stalingrado, assim, graças a ela e seus amigos a Russia consegue vencer o exército alemão no leste.

Ao final da Guerra, quando o Exército Vermelho “liberta” Berlim, Carla sofre abusos dos soldados libertadores e fica grávida. Assim, seu filho Walli com certeza será um dos personagens que acompanharemos no terceiro livro da série.

Eu gostei demais do enfoque que o autor deu para esse ponto da história, porque acho que muitas vezes quando lemos romances históricos que se passam durante a II Guerra, a gente se esquece que aquelas pessoas, aqueles alemães comuns, não tinham o conhecimento que temos hoje de tudo que se passou. Os campos de concentração eram secretos, os horrores acontecidos ali não eram divulgados e, na realidade, foram eles que mais sofreram antes da guerra com a dureza do regime nazista e durante a guerra morrendo no front, bombardeados pela RAF, passando fome e frio e por fim ou violentados pelo Exército Vermelho.

Com certeza pagaram a conta muito além do que deviam.

E pensar que realmente existiram pessoas como Carla, que correram inúmeros riscos e passaram por tantas dificuldades para livrar o mundo do nazismo e do fascismo faz nascer uma sensação de gratidão. Pessoas que morreram no anonimato, pessoas que não receberam qualquer homenagem, e que talvez nós nunca iremos conhecer seus atos de coragem, mas que agiram e que não aceitaram as coisas por comodidade. Pessoas de coragem.

Assim, ao nos contar a história de Carla eu acredito que o autor nos leva a pensar em todas essas pessoas que deram suas vidas para que hoje nós possamos viver num mundo livre.

Esse é o ponto alto dessa série, o autor nos mostra como a história é escrita, na realidade, por pessoas comuns. Quando pensamos em quem venceu a guerra, pensamos em Stalin, Churchill e Roosevelt, mas depois de ler esse livro percebemos que a gerra foi vencida graças a atos de coragem e força de pessoas como você e eu.

Beijos e ótimas leituras...
Fefa Rodrigues


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Palavras são como espelhos...

Escrever é um forma de despir a alma de todo o peso que nos esmaga. Infelizmente, eu nem sempre consigo isso. Não escrevo muito, apesar de ter a mente e o coração cheio de palavras, apesar de necessitar dessas palavras. 

Mas acontece de algumas vezes eu me encontrar nas palavras dos outros, talvez seja isso que me faça amar tanto os livros. É que as palavras, mesmo quando não são nossas, podem servir como espelhos para refletir nossa alma despida e o espelho que me reflete de forma mais exata são as palavras de Desventuras Amorosas...

Fefa Rodrigues

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Sobre pessoas especiais

Hoje enquanto eu almoçava, notei uma mulher já de meia idade, acompanhada de sua filha, uma garota especial. Enquanto ela apontava para garçonete o que queria na marmita, a moça de cerca de uns 16 anos abraçava e beijava a mãe o tempo todo, bonito de ver todo aquele carinho. 

Então, na hora de pagar, a moça do caixa perguntou para a moça especial: "você quer uma sobremesa?", ela olhou para sua mãe, esperando a autorização, a mulher sorriu e disse "sim, pode pegar um docinho". Uma salada de frutas, e a moça especial demonstrou ainda mais carinho e agradecimento pela mãe.

Eu fiquei pensando em quantos pais e mães dariam tudo para que seus filhos adolescentes normais demonstrassem um pouco daquele carinho e respeito, ainda que não fosse às vistas de todos.

Outro dia vi no Facebook uma postagem que dizia que portadores da Síndrome de Down tem um gene há mais, o gene do amor.

Pensando bem, talvez seja exatamente isso.

Fefa Rodrigues



quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Apaixonada pela II Guerra

É, talvez o título da postagem não tenha caído bem, apaixonada pela guerra fica estranho, mas a verdade é que a II Guerra é um dos eventos que mais me interessam na história. Então o Thiago, que sempre me visita aqui no blog falou do blog que ele criou para debater o assunto e dar dicas de livros e documentários!! 

Interessante que estou lendo atualmente O Inverno do Mundo que tem como pano de fundo o conflito!! Muito legal conhecer mais sobre o assunto...

Fica ai a dica para quem curte o assunto: História da II Guerra.

Beijos;
Fefa Rodrigues

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Pensando sobre educação...

As manifestações das semanas anteriores são um bom motivo para refletirmos sobre o que queremos e como poderemos alcançar isso e, nós leitores, somos as pessoas mais indicadas para pensar sobre o assunto, pois, como disse o político francês Jean Jaurès, “só pode haver revolução onde há consciência”.

O que mais parece incomodar o povo brasileiro é a corrupção endêmica que assola não apenas nossa classe política, mas toda nossa sociedade, é o velho clichê “jeitinho brasileiro” que antes de ser motivo de orgulho, deveria nos envergonha. É verdade que, quando se refere aos políticos, a corrupção é mais aguda, mais patente, quando a corrupção é nossa, a gente não vê tantos problemas, a gente sempre tem uma desculpa, uma justificativa.

Eu acredito que a corrupção, ou a tendência a sempre buscar vantagem própria em ao invés do bem de todos, está dentro de nós, de cada um de nós, e somente conseguiremos vencer esse mal reconhecendo que não somos melhores do que os demais e, a partir daí, nos educando. É preciso ter consciência e, então, agir!!

Acredito que educação é a chave. Mas não simplesmente aquela educação que enche nosso cérebro de informação, que nos faz passar no vestibular ou no concurso público, que nos torna mais competitivos, mas sim um tipo de educação que nos ensine a reconhecer a beleza, a entender a vida, a respeitar a existência, que desperte nosso espírito humano e que nos faça valorizar o que realmente tem valor. 

Hannah Arendt falando sobre A crise na educação, finaliza seu trabalho afirmando que:


“(...) todos chegamos ao mundo pelo nascimento e que é pelo nascimento que este mundo constantemente se renova. A educação é assim o ponto em que se decide se se ama suficientemente o mundo para assumir responsabilidade por ele e, mais ainda, para o salvar da ruína que seria inevitável sem a renovação, sem a chegada de novos jovens.  A educação é também o lugar em que se decide se se amam suficientemente nossas crianças para não as expulsar do nosso mundo, deixando-as entregues a si próprias, para não lhes retirar a possibilidade de realizar qualquer coisa de novo, qualquer coisa que não tínhamos previsto, para, ao invés, antecipadamente as prepara para a tarefa de renovação de um mundo comum.”

Eu não sou professora, mas não creio que seja necessário ser profissional da educação para educar, nem tão pouco, que apenas crianças podem e devem ser educadas. Todos nós precisamos dessa educação capaz de nos tornar aptos a repudiar a corrupção que está dentro de nós. É por isso que acredito que mudar o mundo, o nosso mundo, ou o mundo ao nosso redor, é responsabilidade de cada um de nós.

Então, o que fazer?

Primeiramente, tento educar a mim mesma, aprender a pensar, conhecer para ter condições de decidir, questionar as ideias postas, as verdades que se apresentam no meu cotidiano e nas grandes questões da vida, tento analisar meu comportamento e busco extirpar de mim tudo que não convém e, a cada aprendizado, tendo passar isso adiante.

A partir daí, me esforço para despertar nas pessoas um espírito mais crítico, mais analítico, mais questionador e, claro, tento leva-las à paixão pelos livros, porque até onde posso ver, quem ama livros acaba vendo o mundo de uma forma diferente, de uma forma mais humana, no bom sentido!!

Romain Rolland disse que “quem tem a chama de um ideal poderoso, tem o dever absoluto de levantá-lo acima das cabeças de seus companheiros”. Seria esse, o nosso caso, caros amigos leitores??

Beijos e bom fim de semana a todos!!!

Fefa Rodrigues

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Meme: 7 coisas!!!

Fui indicada para o Meme: 7 coisas pela Letícia do blog Livros, vamos devorá-los!!, uma garota simática com quem eu ainda não tive muito tempo de conversar, mas que pretendo conhecer melhor!!

Obrigada, Letícia!!!



Vamos as respostas:

*7 coisas para fazer antes de morrer?

1. Conhecer Paris;
2. Aprender a falar francês;
3. Ler Os Miseráveis na versão original;
4. Visitar as pirâmides;
5. Tocar nas paredes co Coliseu;
6. Conhecer Trancoso (já com data marcada)
7. Casar!!!

*7 coisas que mais falo? (Não sou de falar muito, viu!?!)

1. Mais que saco!!
2. Isso tá me estressando!!
3. Poxa vida!
4. Já deu, né?!
5. Pode deixar que eu resolvo (o que em geral causa a frase n.º 2);
6. Tô cansada!
7. Te amo!

*7 coisas que faço bem?

1. Meu trabalho;
2. Escrever;
3. Estudar;
4. Ouvir as pessoas;
5. Resolver problemas;
6. Torta de limão;
7. Strogonofe.

*7 coisas que não faço?

1. Passar roupa;
2. Regime;
3. Beber álcool;
4. Fumar;
5. Ira a baladas;
6. Ouvir música sertaneja;
7.Ouvir funk.

*7 coisas que me encantam? 

1. Poesia;
2. O quadro Noite Estrelada do van Gogh;
3. Bach para Cello, suite n.º1,
4. O por-do-sol;
5. Lua Cheia;
6. Noite estrelada no inverno,
7. Livros.

*7 coisas que não gosto?

1. Sentir Medo;
2. Desrespeito;
3. Mentira;
4. Ignorância transvestida de conhecimento;
5. Besteiras inventadas compartilhadas no face;
6. Trairagem;
7. Fofoca.

*7 blogs?

1. Na Trilha dos Livros
2. Desventuras Amorosas
3. O Guardião
4. O Guardião da Muralha
5. Super Atentas
6. Um livro por dia
7. Magia Literária!!!


É isso ai galera!!!

O Palácio da Meia-Noite - Zafón

"É que nada é tão difícil de acreditar quanto a verdade e, ao contrário, nada é tão sedutor quanto a força da mentira, quanto maior for o seu peso."



Mais um livro do Zafón que li em menos de uma semana!! Bem, a verdade é que tenho e li todos os livros do Zafón que foram publicados em português e, pelo que sei, só falta um livro dele a ser publicado na nossa língua, As Luzes de Setembro. Espero que chegue logo!!!

Palácio da Meia Noite, O Príncipe da Névoa e As Luzes de Setembro fazem parte dos escritos infanto-juvenis do autor. As Luzes de Setembro ainda não foi publicado em português, mas posso dizer que O Palácio da Meia-noite e O Príncipe da Névoa são livros de leitura muito fácil, com personagens adolescentes que, em meio a mistérios, passam por descobertas próprias da idade como o amor, a amizade e o poder das decisões.

Apesar de ser leitura fácil, em ambos os casos a história é muito boa e segue o mesmo estilo dos outros livros do Zafón, mistério, amor e o destino sempre inexorável. Como já disse antes, eu vejo algo do Gabo no Zafón, e acredito que seja essa visão do destino como força incontrolável que governa e guia a vida de todos, algo do que não se pode fugir e que deve ser encarado com coragem.

Palácio da Meia Noite traz uma inovação. Diferente dos demais livros do autor, a história não se passa em Barcelona ou na Espanha, mas em Calcutá na Índia, durante a década de 30 e começa com um homem fugindo pelas ruas vazias e assustadoras da cidade, numa noite chuvosa, com dois bebes a quem busca proteger.

Os bebes gêmeos são deixados na casa de uma velha senhora e o homem, um oficial inglês, depois de deixar as crianças a salvo, foge de novo para encontrar a morte nas ruas. Por um motivo que não conseguimos entender no inicio da história, os irmão são separados, sendo que um deles é deixado em um orfanato e o outro é levado pela velha mulher.

No dia seguinte, uma estranha figura aparece no orfanato perguntando sobre o bebe abandonado, mas o diretor, orientado por uma carta deixada junto ao garoto, para proteger a criança, mente dizendo que não havia nenhum novo interno na instituição. A figura sinistra então diz que por aquela noite aceitaria a resposta, mas que passados os 16 anos que separavam o bebe da vida adulta, ele voltaria para pegar o menino.

Passados os 16 anos, os dois irmãos se reencontram em meio a acontecimentos estranhos e sobrenaturais, às vésperas de seu aniversário e, apesar de todas as tentativas de deixá-los longe dos perigos que os rondam desde o nascimento, terão que enfrentar aquela figura do passado que volta em busca de vingança e, enquanto buscam por respostas, vão descobrindo a verdade sobre sua origem, sobre seus pais e sobre o que os separou. Nessa busca, os irmãos contam com a ajuda de amigos inseparáveis e corajosos, dispostos a arriscar a vida uns pelos outros.

É uma ótima história de amizade, amor e redenção, cheia de mistério, de dor, de maldade e bondade, ou seja, cheia de tudo que é humano. É essa mistura temperada com o destino irrefreável que me faz sempre gostar dos livros do Zafón, além disso, a escrita dele é ótima, as frases dele são marcantes e as histórias sempre bem contadas.

Recomendo e acredito que os livros dele são um bom meio de despertar o gosto pela leitura em adolescentes e até mesmo em adultos que ainda não tenham desenvolvido esse hábito!! Estou certa de que é uma leitura que vale a pena!!!

Agora, comecei a ler O Inverno do Mundo do Kenn Follet e posso dizer que, mesmo estando ainda na página 100, certamente será um livro esplendido e que, apesar de ser bem longo, tenho certeza de que vou devorá-lo, ainda mais com o feriado prolongado da próxima semana!!!

Então, em breve falo dele!!!

Beijos e boa leitura...
Fefa Rodrigues


sábado, 22 de junho de 2013

Chega de clichês, chega de modinha




Quem me conhece sabe, e eu não vou negar, que sempre fui PTista, isso pela influência dos melhores professores que tive no colégio e na faculdade, e também por amigos que considero muito como o Professor Márcio, Caca, Djalma... mas, durante esse período de manifestações tenho sido completamente apolítica porque compreendo que o movimento é social e não político. 

Acontece que, a cada dia, vejo mais e mais absurdos serem propagados pelo face, e isso acontece porque, as pessoas querem participar do momento histórico, mas me parece que não querem conhecer a história e a política  e até o direito para terem condições de participarem de forma correta. É o chamado "sofativismo" ou ativismo do sofá, em que as pessoas acreditam que estão mudando o mundo sentados no sofá de suas casas ao compartilhar frases feitas. 

Hoje isso me estressou tanto que resolvi escrever alguns esclarecimentos e postei no face, então resolvi postar aqui também...ai vai:

"Gente, vamos pensar um pouco. Ter o direito de eleger nosso governo pelo voto foi uma conquista que ceifou vidas, que custou muita luta e muito sangue derramado. Hoje em dia um governador (presidente, governador de estado, prefeito) eleito por meio do voto que é a manifestação da vontade do povo só perde seu mandato se cometer crime de responsabilidade. O impeachment depende da votação do CONGRESSO NACIONAL. Bom, o Congresso Nacional é a união do Senado e da Assembléia Legislativa, deputados e senadores são os representantes do povo e dos estados da federação a quem cabe FAZER AS LEIS que serão obrigatoriamente respeitadas pelo EXECUTIVO (presidente, governador e prefeitos) e pelo JUDICIÁRIO. São eles que esgotam os cofres públicos porque tem centenas de assessores e privilégios, como casa, carro, motorista, passagens de avião, dinheiro para contratar assessores e o poder para fazer lobby e receber muuuuuuuuuuuito "incentivo" para aprovar leis de interesse de certos segmentos.
ENTÃO GENTE, VCS TÊM MESMO CERTEZA QUE PEDIR PRO CONGRESSO TIRAR DO PODER A PESSOA QUE FOI ELEITA PELO POVO VAI ACABAR COM A CORRUPÇÃO??? VCS SABEM QUE SE ISSO ACONTECER O JOAQUIM BARBOSA ASSUME APENAS ATÉ SER REALIZADA OUTRA ELEIÇÃO PORQUE AINDA NÃO PASSOU DA METADE DO MANDATO? VCS SABEM QUE COM ISSO O CONGRESSO SE FORTALECE? É O CONGRESSO, A MAIOR FONTE DE TODA CORRUPÇÃO DESSE PAIS.... ENTÃO VAMOS PENSAR BEM NO QUE ESTAMOS PEDINDO.... CHEGA DE CLICHÊ GENTE... CHEGA DE MODINHA E DE REPETIR O QUE OS OUTROS FALAM SEM CONSCIÊNCIA DO QUE SE ESTÁ FALANDO, SEM ANALISAR A QUEM INTERESSA O QUE SE ESTA PROPAGANDO... NÃO SEJAMOS USADOS PARA ATENDER INTERESSES ESCUSOS... SE O GIGANTE REALMENTE ACORDOU, QUE NÃO PERMANEÇA SONAMBULO, MAS QUE SE TORNE CONSCIENTE!!"

Para quem não sabe, eu sou advogada, assessora jurídica na Secretária de Fazenda, Finanças e Planejamento da Prefeitura Municipal de Tatuí e especialista em Gestão Pública Municipal e historiadora amadora, então, acredito que eu tenho certo conhecimento de causa para falar.

Abraços, e que o Brasil mude de verdade!!!
Fefa Rodrigues


terça-feira, 18 de junho de 2013

Os Confins do Mundo - Valério Massimo Manfredi


"O amor é a força de um deus, força contra a qual não se pode lutar."


Boa noite amigos, acabei de ler neste exato instante o terceiro e último livro da série Alexandros, romance histórico sobre a vida de Alexandre, O Grande. Neste último livro acompanhamos o conquistador macedônio em suas campanhas militares na Pérsia contra o Grande Rei, Dário III e todas as suas conquistas asiáticas até a sua morte.


"Tudo é possível agora, e ao mesmo tempo, tudo é absurdo."


Como comentei quando falei dos outros dois volumes, essa série peca em alguns pontos, principalmente pela falta de enredo. Não sei quanto a vocês, mas o que me fascina nos romances históricos é o toque de ficção que os autores usam como "cola" para unir os fatos históricos e torná-los algo muito mais palpável do que aquilo que a gente lê nos livros e apostilas de história. Nesta série, não há essa "cola", há alguns enxertos ficcionais, claro, mas nada que valha a pena. Dai a narração acaba um tanto sem graça e cansativa. 

Outro ponto que eu não gostei foi o fato de que, tendo em vista que a campanha durou cerca de 10 anos, Alexandre e seu exército lutou dezenas de batalhas, acredito que o autor não precisava ter descrito cada uma delas, mas podia ter escolhido algumas, e descrito de forma mais emocionante, no estilo Bernard Cornwell, mas não é isso que acontece, ao descrever todas as batalhas, ele acaba fazendo isso de forma simples demais, sem detalhes, sem vida, e parecendo tudo tão fácil, tão simples, como se conquistar o mundo fosse a coisa mais fácil a se fazer.

Outra coisa que eu senti muita falta seria de uma melhor descrição, uma maior atenção à "ambientação" da história, com mais detalhes e informações sobre o dia-a-dia dos anos de campanha, um pouco mais sobre os cerimoniais, espacialmente os religiosos, já que os gregos foram um povo cheio de deuses.


"Sempre é cruel aquele para quem ainda é novo o gosto do poder."


Talvez o livro agrade mais um leitor adolescente, eu já gostaria de mais profundidade, especialmente em se tratando de um personagem tão magnifico e que viveu tantas aventuras.

Mas não tenho só críticas, também tem pontos que eu gostei. Primeiro Alexandre é um personagem realmente maravilhoso, apesar de não ter sido dada aquela profundidade ao personagem, especialmente quanto ao seu caráter, ele é apaixonante e deve ter sido assim na vida real, senão não teria arratado aquele imenso exército por meio mundo. Seu grupo mais chegados, a chamada Turma de Alexandre também tem personagens fantásticos e, por fim, ´último capítulo é sensacional!!!


"A grandeza de um homem corresponde à dolorosa defasagem entre a meta que ele quer alcançar e as forças que a natureza lhe deu quando o botou no mundo."


Outro ponto positivo é a forma como o autor demonstrar a queda na aprovação de Alexandre pelo seu exército, depois de ter conquistado a Pérsia, em razão do rei passar a adotar os costumes bárbaros inaceitáveis para os gregos!!!

Enfim, não digo que você não deve ler a obra, só que não deve esperar muita coisa, não é uma obra-prima, apesar de que merecia mais!!!

Agora vou ler A Chave Rebeca do Kenn Folett, com certeza, leitura rápida!!!



beijos e boa leitura;
Fefa Rodrigues

sábado, 15 de junho de 2013

Não queremos ser o País do Futebol!!!



Foto do site Gazeta do Povo - para acessar a notícia clique aqui

Quantas vezes eu ouvi elogios aos argentinos e seus "panelaços" indignados, aos europeus e suas manifestações contrárias às medidas que desagradavam, aos americanos por sua consciência política e de direitos e aos manifestantes da primavera árabe por sua coragem de enfrentar um sistema opressor. Agora, as pessoas aqui começam a demonstrar sua insatisfação, seja com os 0,20 centavos, seja com os milhões que desejavam que tivessem sido aplicados em educação e saúde e não em futebol (para espanto dos governantes e do mundo) e, em vez de elogios, são tidos como vândalos, principalmente pela mídia retrógrada.

Nós queremos EDUCAÇÃO antes de qualquer coisa, e queremos SAÚDE com qualidade para todos, e JUSTIÇA especialmente contra políticos corruptos e só então contra criminosos comuns. É para isso que o Estado existe, é só por isso que existem governantes e governados, para que o bem comum seja alcançado. 


Sou totalmente adepta de Martir Luther King e de sua ideologia da não violência, mas estou feliz por ver que nosso povo não é formado por um bando de cordeirinhos que aceita tudo. E que o mundo - e o governo - saiba que nós já não queremos ser apenas o país do futebol!!!!!


Antígona - Sófocles




Hoje de manhã fui fazer uma prova na pós. Como não é na minha cidade, e como eu não sei dirigir, vou e volto de ônibus, o que não me incomoda nada, porque além de ser um trajeto de menos de 30 minutos, eu tiro um bom cochilo. O problema é que se acabo o que tenho que fazer muito cedo, tenho que ficar um tempão esperando o ônibus de volta. Hoje, por exemplo, a espera foi de 1:40h.

Como eu sempre levo um livro comigo, até essa espera é útil. Hoje, como está muito frio, resolvi ler na biblioteca, mas antes de pegar meu Alexandros, fui dar uma olhada nas prateleiras. Muitos livros técnicos, nada de literatura, mas entre um e outro encontrei alguns teatros gregos e, como eram bem fininhos, resolvi aproveitar para dar uma olhada, e assim é que eu tive meu primeiro contato com essa espécie literária!! A leitura ainda ficou mais interessante porque como estou lendo Alexandros sempre fazem menção a obras como essa.  

Como é uma peça, só tem fala, não tem descrição, o que torna a leitura ainda mais rápida. Nesse caso, a história de Antígona, uma jovem de Tebas que desafia Creonte, o rei tirano que impede que seu irmão morto seja sepultado e receba os rituais fúnebres e, por isso, é condenada a morte. A história é bem curtinha e não vou contar detalhes porque senão perde a graça e quero incentivar a leitura (são só 96 páginas nessa edição de bolso).

Apesar de ser algo curto, eu adorei!! Gostei muito dos diálogos, porque são sempre argumentativos, gostei da personagem Antígona e resolvi trazer o livreto para casa, para anotar algumas das frases que mais gostei, especialmente relacionadas à política que é meu meio ambiente natural!!

Enfim, foi assim que, graças a demora do busão, eu conheci o teatro grego e sinto que me apaixonei!!!

Gente, que frio... volto agora pra debaixo das cobertas, pra terminar a leitura de Alexandros e tentar postar a resenha até amanhã!!!

Beijos, beijos, beijos...
Fefa Rodrigues


quarta-feira, 12 de junho de 2013

No dia dos namorados, um pouco sobre meu romance!!!

Oi gente, ando tão sumida daqui, e a culpa é da somatória entre vida corrida no trabalho, nos estudos e na organização do casamento!! Pois é, vou me casar, dia 27 de setembro!! Tá chegando... e depois de 13 anos de namoro (isso mesmo, 13 anos, desde a época do colégio), os meses estão passando rápido demais!! 

Deixa eu contar como marcamos a data. Bem, desde o ano passado que o Davi e eu estávamos decididos que seria neste ano, então, em janeiro, fomos dar uma olhada em viagens pensando em escolher a Lua de Mel. Eu tinha dito que gostaria de ir para Arraial d'Ajuda, na Bahia e quando a agente disse que tinha um hotel ótimo com um preço bem legal, com saída no sábado, dia 28 de setembro, o Davi sacou o cartão de crédito e sentenciou: "o casamento será dia 27 de setembro, sexta-feira!!".

E foi assim que de repente (e para desespero da minha mãe, já que meu irmão casa dia 27 de julho, ou seja, exatamente dois meses antes de mim) começamos a correr atrás de flores, música, padrinhos, bolo, bem-casados, vestido, aliança, reforma da casa, ufa!!

Decidimos fazer algo simples, mas com a nossa cara, já que não queremos gastar rios de dinheiro, pois esse dinheiro será usado para realizarmos nossos sonhos de viagens, então eu mesma comecei a fazer algumas coisas. Já fiz os convites, ainda não estão finalizados porque falta chegar o papel rendado para o acabamento, mas ficou assim olha:



Também fiz cartõezinhos de agradecimento para entregar aos convidados que irão participar do jantar. Para dar personalidade fiz em formato de marcadores de página e em cada um dos 100 cartões eu coloquei um trecho de uma poesia diferente (quem sabe desperta o gosto pela leitura em alguns convidados, né?!?!). Olha só como ficou:





Confesso que apesar da correria está sendo bem legal preparar tudo, arrumar a casa para deixar do nosso jeito, e o melhor de tudo, lá eu terei uma biblioteca de verdade!!!! 

Ah!! E eu sei que não tenho lá muito talento para poesia, mas gosto de escrever quando sinto vontade, então ai vai um versinho que eu escrevi pensando no Davi!!



Falar de Amor

Quero falar de amor;
Escrever sobre o amor.
Desse nosso amor que eu conheço na prática,
Mas que não consigo transformar em teoria.

Quero tornar o toque da nossa pele;
O beijo da nossa boca;
E o som do nosso silêncio
Em poesia.

Para que transformado em palavras
Torne-se eterno
O que existe entre nós.

Beijos, feliz dia dos namorados
Fefa Rodrigues