segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Apaixonada por Papel: O dia em que o Brasil queimou seus livros

Apaixonada por Papel: O dia em que o Brasil queimou seus livros: Acredito que uma das cenas que mais marcou minha vida foi ver a enorme fogueira na qual jovens alemães sorridentes lançavam livros para ser...

O dia em que o Brasil queimou seus livros

Acredito que uma das cenas que mais marcou minha vida foi ver a enorme fogueira na qual jovens alemães sorridentes lançavam livros para serem destruídos, em seus olhos a felicidade fundamentada na destruição daquilo que foram ensinados a odiar, um prelúdio do que viria mais tarde. 

Vi essa cena ainda muito criança e ela ficou marcada em minha mente e, mesmo após revê-la dezenas de vezes desde então, já que eu leio e assisto tudo que encontro sobre  nazismo - , ver aquela luz que ardeu numa fria noite de 1933 ainda mexe comigo.

Mas o que eu não sabia é que a mesma cena aconteceu no Brasil poucos anos depois. Foi em 1937, durante o Estado Novo instaurado por Vargas após um golpe de estado, Num dia quente de novembro centenas de livros tidos como indesejáveis devido serem, real ou supostamente, inspirados em ideologias comunistas, queimaram na cidade de Salvador.

Fonte: Google

Foram mais de 1.600 livros queimados, a grande maioria dos escritores Jorge Amado, em especial exemplares de Capitães da Areia, e José Lins do Rego.

Dizem que Einstein disse que “uma mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”, deve ser por isso que ditadores temem tanto os livros. 

Livros produzem mentes livres, e não há nada mais “perigoso” do que uma mente que aprendeu a pensar sozinha!!!  

Que nós sejamos fortes o suficiente para impedir que algo assim se repita algum dia!!

Beijos;

Fefa Rodrigues



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Carlos Ruiz Zafón

Bom dia a todos os apaixonados por livros!!

Vocês já conhecem o Zafón? 

Acredito que a maioria dos livreiros de plantão já conhece esse escritor espanhol que acabou de lançar O Labirinto dos Espíritos, último livro da série Cemitério dos Livros Esquecidos, que inclui A Sombra do Vento, que eu li “só” cinco vezes, O Prisioneiro do Céu, que eu li duas vezes e O Jogo do Anjo, que estou lendo pela segunda vez.

Mas para aqueles que não conhecem ou que já ouviram falar mas ainda não leram nada dele, a dica é: leia. Leia porque a obra toda dele é muito boa, toda repleta de dramas e mistérios, com uma escrita deliciosa e uma história que merece ser contada.

A estrutura e a qualidade da narração dele é tão boa que meus livros estão cheios de grifos e marcações de frases que merecem ser lembradas.

“Nas fases mais avançadas do cretinismo, a falta de ideias é compensada pelo excesso de ideologias.”

- O Jogo do Anjo -

Os personagens também são maravilhosos, especialmente Daniel Sempere e David Martin, ambos dotados de uma ironia inteligente e visão clara do mundo. 

Depois que eu terminei os livros parece que eles continuaram ali comigo como se fossem pessoas reais que eu conheço há muito tempo. Meus  bons e velhos amigos.

“As pessoas estão dispostas a acreditar em qualquer coisa, antes de acreditar na verdade.”

- A Sombra do Vento -

Os três livros se passam em Barcelona, no período em que os espanhóis ainda sofriam as consequências da guerra civil e e viviam sob a ditadura de Franco e se estende até o pós-segunda-guerra.

Em companhia de David Martin, Fermin Romero e Daniel Sempere, o autor nos leva aos cantos mais escondidos e misteriosos de uma Barcelona que já não existe e que, sufocada pelo peso de segredos e pela opressão da ditadura, “nos conta suas histórias”.

“A inveja é a religião dos mediocres.”

- O Jogo do Anjo -

A Sombra do Vento é, sem dúvida, o livro que mais gostei, mas a verdade é que todos são realmente muito bons e apesar de apresentarem uma sequência cronológica, é possível ler em qualquer ordem sem prejuízo da história.

“Cada livro, cada volume que você vê, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa seus olhos por suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece.”

- A Sombra do Vento -

Li pela primeira vez na sequência em que os livros foram publicados: A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu

Agora, com a publicação do último livro, que só vou comprar na semana que vem (aguardando ansiosamente o dia do pagamento!!!) e que tenho todos em mãos estou relendo no sequência que considero a correta, ou seja, O Prisioneiro do Céu, O Jogo do Anjo e A Sombra do Vento e então lerei O Labirinto dos Espíritos.

“No fundo nunca fomos o que éramos antes.”

- O Prisioneiro do Céu -

Além da série O Cemitério dos Livros Esquecidos o autor escreveu também outros livros considerados como literatura infanto-juvenil que, apesar de serem mais “leves” e apropriados para leitores mais jovens, também me encantaram, são eles: Marina, O Palácio da Meia-Noite, O Príncipe da Névoa,  As Luzes de Setembro.

“Tudo se perdoa nessa vida, menos dizer a verdade.”

- O Prisioneiro do Céu -

Para mim, as histórias de Zafón tem um “quê” de Gabriel Garcia Marquez. Eu sei que tecnicamente talvez a obra desses escritores não tenha qualquer ligação, mas a escrita de Zafón me faz pensar em “realismo mágico” e eu adoro esse estilo de literatura!!!

Posso dizer que para mim ele está entre os meus escritores preferidos, dividindo espaço com Cornwell, Kenn Follett, Victor Hugo, Tolstoi e Gabriel Garcia Marquez, que são os melhores dentre os melhores.

Fica aí uma dica para esse fim de semana que, pelo que tudo indica, será chuvoso, o que dá ainda mais vontade de passar ele todo lendo e que é exatamente o que vou fazer!!


- Fefa Rodrigues -



quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A Costureira de Dachau – Mary Chamberlain

Oi apaixonados!! 

Hoje vou falar um pouco deste livro que li há algum tempo, acho que mais ou menos há um ano. Entrei na Americanas para comprar chocolate, vi a palavra "Dachau" na capa e comprei no impulso, o que eu considero uma boa maneira de conhecer novos escritores e sair do meu padrão Cornwell-Follett.  

O livro conta a história de uma jovem inglesa de grande talento para custura, Ada Vaughn que em sua ânsia por deixar o subúrbio pobre onde vive com sua família humilde, acaba se envolvendo com um homem refinado que realiza seu grande sonho e a leva a Paris sem que sua família tenha a menor ideia.

Suas desventuras começam com a eclosão da guerra e a invasão da França pelos alemães. Sem dinheiro e sem conseguir voltar para a Inglaterra, Ada acaba sendo presa pelos nazistas e, por ser inglesa, ela é enviada ao Campo de Dachau, onde, claro, sua vida se torna um inferno.

Sua habilidade como costureira a leva do campo para a casa de um dos poderosos do lugar, e ela se torna praticamente uma escrava a disposição das esposas dos nazistas, chegando mesma a costurar um belo vestido para Eva Braun.

Ada sobrevive à guerra e é libertada quando os aliados chegam a Dachau mas de volta à Inglaterra ela vive as dificuldades do pós-guerra numa sociedade machista e que não encara com simpatia aqueles que sobreviveram.

Lutando contra as dificuldades daquele período, Ada é surpreendida quando seu passado de traição e abandono que a levou a enfrentar a guerra sozinha volta para assombrá-la.

Não é um dos livros que mais gostei na vida, na realidade, não me agradou muito, mas com certeza é 
um ponto de vista diferente para uma história que se passa nesse período e foge à todos os clichês e que, inesperadamente, consegue ser uma denúncia o machismo.     

Para ser bem sincera, não gostei de Ada. Ele me pareceu ingenua demais no começo e leviana demais no final. Claro que pode ser uma visão conservadora da minha parte, mas algo nela não me agradou. 

Mas ressalto que a história é realmente original e mesmo não estando entre os maus livros preferidos acredito que realmente vale a pena ler.





Fefa Rodrigues

Sobre Dachau: Dachau foi o primeiro campo de concentração construído pelos nazistas em 1933, e sua finalidade era receber os presos políticos, já que a uma das primeiras providências de Hitler após chegar ao poder foi acabar com a oposição ao regime, assim, comunistas, social-democratas, sindicalistas e qualquer um fosse contrário ao regime era mandado para lá. Depois de 1938, quando a perseguição ficou mais acirrada o campo passou a receber um grande número de judeus também. O campo foi libertado pelos aliados em abril de 1945 e estima-se que no local cerca de 30 mil pessoas tenham sido assassinadas pelos nazistas.  


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Toda Luz que Não Podemos Ver – Anthony Doerr

Meu Deus, há quanto tempo eu não escrevo!!! Passei esse tempo todo sem escrever, mas li livros muito bons nesse período e Toda Luz que Não Podemos Ver sem dúvidas foi um dos melhores.

Presente de amigo secreto que ganhei no natal de 2016, este livro fazia parte da minha lista de sugestões para me presentearem, mas apesar de não estar entre os primeiros da lista, assim que comecei a ler não consegui parar.

O livro me encantou desde a primeira página.



Este é um livro que tem a segunda guerra como pano de fundo, mas que é diferente de tudo que já tinha lido antes, é quase uma poesia.

A história se desenvolve em dois extremos, de um lado, um menino alemão brilhante, que vive com sua irmã em um orfanato de uma cidade industrial. Autodidata, aprende sozinho todas os segredos da radiodifusão. Seu talento logo chama atenção e ele acaba sendo recrutado pelos nazistas.

Do outro ladro uma menina francesa que após passar a infância andando pelos corredores do Louvre, perde a visão, mas aprende a ver o mundo graças a ajuda de seu pai, que é funcionário do museu e que após a invasão da França pelos alemães, se torna o guardião de um tesouro de valor inestimável.

Warner, o menino alemão, e Marie-Laure, a menina francesa, estão em lados opostos e parecem ter nada em comum mas seus destinos estão entrelaçados e sem saber eles caminham em direção um do outro.

Apesar de num primeiro momento parecer que esta receita só valerá um velho clichê, a história não se parece em nada com tudo que eu li até hoje – e olha que eu já li muita coisa sobre segunda guerra.

Além dos protagonistas, os demais personagens que fazem parte da história valem por si só.

Enfim, na minha opinião, é um livro lindo e agora figura entre os melhores que eu já li.

Fefa Rodrigues

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Pensamentos

Faz tanto tempo que eu não escrevo. Como é tão fácil a gente abandonar aquilo que gosta e dedicar tanto da vida àquilo que não damos qualquer sentido. Pelo menos comigo é assim. Por algum tempo pensei ter encontrado sentido no dia-a-dia, mas de repente, cá estou eu de volta ao ponto de partida. As vezes penso que errei, mas será que teria conseguido fazer algo diferente se as escolhas fossem outras? Será que ainda há tempo para buscar algo novo? Clarice diz que sempre existe outro dia e outras coisas. Quando olho para trás, penso que poderia ter buscado estas outras coisas, e se paro para pensar seriamente, concluo que devo buscar tais outras coisas agora, mas fico inerte pois me sinto impotente. Não sei como buscar. Não sei qual caminho seguir. Simplesmente não sei o que fazer, e assim sigo não fazendo e, estou certa de que em algum momento quando este presente se tornar passado, vou olhar para trás e pensar que deveria ter feito algo. 

Fefa Rodrigues



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Eternidade por Um Fio - Ken Follett



Já faz quase dois meses que terminei de ler esse livro. Primeiro pensei em não escrever sobre ele, porque me parece que tudo que eu disser vai ser muito pouco para representar uma história tão grandiosa.

Mas hoje, depois de ler os comentários que a Adria postou aqui no blog, dizendo que leu Cem Anos de Solidão por indicação minha, pensei que falar um pouco sobre o livro, nem que seja apenas para dizer como ele e a trilogia toda é perfeita, poderia servir para que outras pessoas decidissem ler também.

Só para contextualizar, Eternidade por Um Fio é o terceiro volume da trilogia O Século, que tem como primeiro e segundo volumes Queda de Gigantes e Invernodo Mundo, ambientados nos eventos que antecedem e culminam com Primeira e Segunda Guerra Mundial e são magníficos, não tem nem como dizer qual dos dois é melhor. Simplesmente perfeitos, especialmente para quem adora história. 

Quando comecei a ler esse terceiro volume, percebi que era ótimo, mas que não estava apaixonada por ele. Acredito que seja porque ele é ambientado na Guerra Fria e na política norte-americana, momentos históricos que não são meus preferidos, por isso li com vontade mas sem aquela paixão que dediquei aos outros volumes. Como é um livro grande, com mais de cem páginas, levei certa de um mês para finalizar a leitura. 

O que posso dizer é que Eternidade por um Fio é muito bom, tão bem escrito quanto os outros e diria apenas isso se não fosse pelo último capítulo. 

As últimas duas páginas fizeram eu me apaixonar pelo livro todo e foi a terceira vez na vida que um livro me fez chorar. 

Um final magnifico para uma história maravilhosa.


Então, vale muito a pena ler a trilogia toda!!!

Depois falo um pouco de 1808 que é o livro que li na seguida e, atualmente, estou lendo O Historiador, livro que já li e já comentei aqui.

Beijos e boa leitura...
Fefa Rodrigues


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Um pouquinho de Maceió


"Ai, ai que saudades, ai que dó,
Viver longe de Maceió"












































 











































Escondendo Edith – Kathy Kacer



Olá a todos!!

Eu estava no meio da leitura de Eternidade por um Fio, último volume da trilogia O Século do Kenn Follett, mas, como não terminei a leitura antes de viajar de férias e como é um livro grande e pesado, resolvi levar outro e optei por Escondendo Edith, livro que ganhei de presente de uma amiga no meu aniversário. Com apenas 152 páginas, levinho e fácil de carregar, e por tratar de um assunto que eu amo – Segunda Guerra – decidi que seria a opção perfeita!!!

Como eu disse, o livro é curto, então vou fazer um pequeno resumo da história que, particularmente, não considero spoilers, já que todo mundo sabe o que aconteceu naquela época, né?!

O livro conta a história real de Edith Schwalb, uma garota judia que vivia em Viena até a chegada dos nazistas. Quando seus pais percebem o perigo que estão correndo, decidem deixar Viena no meio da noite e partem para a Bélgica, a pé. 

É um caminho longo e cansativo para uma família com três crianças, mas, depois de deixar quase todo o dinheiro e joias da família para trás, eles conseguem chegar sãos e salvos até a Bélgica.

Apesar de viver com menos conforto do que em Viena, Edith sente que sua família está segura ali, mas essa segurança não dura muito tempo. Não demora para que os nazistas cheguem e, mais uma vez, a família tem que fugir, dessa vez para o sul da França.

Apenas pouco tempo depois de chegar à frança, a família tem que se dividir. Após uma batida policial, o pai de Edith é levado e sua mãe percebe que precisa tomar uma atitude drástica se quiser proteger sua família.

Enquanto a mãe e a irmã mais velha, Therese, se escondem em uma fazenda, Edith e seu irmão caçula, Gaston, são mandados para uma escola na cidade de Moissac. A escola é dirigida por um casal de judeus, Shatta e Bouli e sua finalidade é proteger crianças judias. 

O mais interessante é que casal conta com a ajuda de todos os moradores da cidade e até do prefeito. A cidade guarda seu segredo e avisa os dirigentes da escola sempre que uma patrulha nazista se aproxima.

Quando isso acontece, as crianças, que são treinadas como escoteiros diariamente, se escondem na floresta e acampam até que seja seguro retornar.

Na casa de Mossaic, apesar de toda a dor e sofrimento daquelas crianças, elas encontraram uma família. Um lugar onde são bem cuidadas e alimentadas, onde podiam continuar estudando e sonhando com uma vida depois da guerra.

Cerca de um ano antes do fim da guerra, todas as crianças da casa tiveram que ser levadas para outros lugares porque já não era seguro continuar ali, nem para os judeus, nem para aqueles que guardavam seu segredo. 

Shatta e Bouli arranjaram esconderijos para todos e Edith teve que passar alguns meses vivendo com uma identidade falsa em um colégio interno suja e faminta.

Quando os bombardeios dos aliados começaram, Edith foi levada para uma fazenda, onde foi tratada e cuidada como se fosse uma filha e onde permaneceu até o fim da guerra.

Todas as crianças acolhidas pela casa de Moissac sobreviveram à guerra graças a coragem e à bondade do povo daquela cidade que não teve medo de correr tanto risco para simplesmente fazer o que era certo e graças a dedicação de Shatta, Bouli e de toda sua equipe de tutores.

Indico o livro, especialmente para jovens e adolescentes que estão se iniciando no assunto, já que é de fácil leitura, não contém violência e narra as experiências de uma criança se escondendo do nazismo.

Beijos e boa leitura!!
Fefa Rodrigues


PS: Eu não entendo uma coisa, uma pessoa me manda uma mensagem anônima na postagem anterior, onde eu disse que andava meio sumida, dizendo que eu deveria "sumir de vez"... se a pessoa não gosta do blog, não gosta do que eu escrevo, não gosta das minhas opiniões, então porque se dá ao trabalho de entrar aqui e ler os textos??? Deve ser alguém com muito tempo livre, não é? Porque eu mal tenho tempo de entrar nos blogs que eu gosto... imagina que vou me dar o trabalho de entrar naqueles que eu não gosto... 


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Eu estava desaparecida, mas voltei...

Nossa, faz tempão que eu não escrevo para o blog!!! Estive doente e cansada demais até para escrever, agora, faltando três dias para minhas férias e com minha saúde melhor, estou de volta. Nesse meio tempo um dos livros que eu li foi Terra em Chamas, volume 5 da série Crônicas Saxônicas do Bernard Cornwell. 

Estava sentindo falta de ler Cornwell e resolvi matar a saudade acompanhando Uhtred na sua eterna luta contra os vikings, em defesa o rei cristão Alfredo - que ele odeia - e de Wessex. Apesar de seu coração e alma pagãos, as reviravoltas sempre levam Uhtred de volta a Wessex, demonstrando que o destino é mesmo  inexorável.  

Mais uma vez Uhtred, com sua inteligencia, sagacidade e coragem consegue impedir que uma enorme orda de vikings invada o reino de Alfredo e nessa luta ele conhece a terrível Skade e, apesar de se recusar a prestar juramento ao filho de Alfredo, é chamado a cumprir um antigo juramento feito a Aethelflaed.

Bom, a narrativa continua sensacional, cheia de batalhas e sangue, porém, achei que o livro não trás nada de novo, acredito que a história narrada não merecia um volume inteiro só para ela. 

Mas, para os amantes de Cornwell e Uhtred sempre vale a pena!!!

Atualmente estou lendo Eternidade por um Fio, último livro da trilogia "O Século" de Ken Follett e estou amando. 

Em breve, comento!!!

Beijos e boa leitura...
Fefa Rodrigues






segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O Substituto


“Eu nunca me senti tão imerso e ao mesmo tempo tão desapegado de mim e tão presente no mundo.”
Albert Camus


Esse filme é de 2000 e eu só descobri sua existência por conta de uma postagem no face com uma cena do filme. Adorei a cena porque falava sobre a importância da leitura na nossa vida como único meio para evitar o emburrecimento endêmico de nossa sociedade. Então ontem, durante uma chuvosa tarde de domingo, vi o filme pelo youtube e digo que vale a pena assistir.

O filme conta sobre as três semanas em que o professor Barthes irá atuar como substituto de uma turma de adolescentes desinteressados e claramente emburrecidos. Entre as cenas do filme, aparecem algumas ilustrações, e uma das que mais me chamou atenção foi a cena de adultos “encoleirados”, sendo guiados por suas crianças.

O filme me deu uma sensação bastante opressiva. Ver aqueles adolescentes sem perspectiva, não por falta de condições econômicas, mas por falta de ambição, e ver adultos que se preocupavam apenas com a desvalorização dos imóveis do bairro por conta da queda da pontuação da escola nos testes quase me fez chorar.

Indiferença. Esse é o ponto principal do filme. A indiferença de professores, dos pais, dos alunos, e da sociedade.

Em certo momento, uma dos professores disse uma frase que vai ficar guardada comigo: “É fácil, é muito fácil não se importar, mas é preciso coragem e caráter para se importar”.  

Sinceramente, quando vejo filmes assim, fico me perguntando se há solução, se é possível mostrar para a sociedade e para os jovens especialmente, que há muito mais na vida do que a TV e a cultura pop oferece.


Vela e pena ver. 

Fefa Rodrigues

A menina que não sabia ler, vol. 2

Quando falei sobre A Menina que não sabia ler, vol. 1, disse que o livro daria um ótimo filme, e confirmo que o vol. 2 daria uma ótima sequencia!!



A história dessa vez se passa em uma ilha que serve de hospital psiquiátrico para mulheres e começa com a chegada de um novo médico, o Dr. Sheperd. O médico, que acabara de sobreviver a um acidente, logo é colocado à dura realidade do local dirigido pelo Dr. Morgan.

Um casarão, onde centenas de mulheres, que mais parecem mortas-vivas, passam seus dias entre tratamento de contenção, que incluem horas em banhos gelados, amarradas a cadeiras ou sentadas na sala do dia sem qualquer atividade. Mas um destino ainda pior é reservado às pacientes consideradas violentas. Essas, passam os dias trancadas em seus quartos.

Para Morgan, esse é o meio científico capaz de manter essas mulheres sob controle, já, o Dr. Sheperd, acredita no Tratamento Moral, uma forma de tratamento baseado na gentileza e bondade.

Depois de muitos debates, o Dr. Morgan autoriza o Dr. Sheperd a escolher uma paciente para usar como cobaia para o seu Tratamento Moral e, dentre todas as mulheres naquele local, Sheperd escolher uma jovem de olhos escuros e inteligentes, que fala de um jeito engraçado e que sofre de amnésia, lembrando somente de que para ela é expressamente proibido aprender a ler.

Logo o Dr. Sheperd percebe que o local parece mal assombrado, com pessoas – ou almas atormentadas – que vagam a noite por seus corredores e que o Dr. Morgan, junto com uma das mais cruéis atendentes do local, parecem esconder um segredo obscuro.

Então, o Dr. Sheperd terá que se proteger das inimigas que fez ali dentro e de seu passado, enquanto luta para conseguir que sua paciente Jane Pomba seja curada, para que não tenha que passar o resto da vida enterrada com as outras mortas-vivas do hospital.

O final é surpreendente!!

Agora, minha opinião, e portanto, com SPOILERS!!

Gostei muito da história. A forma como é escrita e a linguagem utilizada permite uma leitura rápida e deliciosa, que faz a gente não querer parar de ler. Os personagens são bem construídos, e suas características psicológicas são muito bem definidas.

Mas para mim, mais uma vez, o ponto alto é Florence, que nessa história não está em destaque, não é a personagem principal durante o decorrer da narrativa, mas ao final, a gente percebe que sim, ela é o centro de tudo, porque tudo acontece como ela deseja.

Quando comentei sobre o vol. 1, disse que acreditava que Florence, que naquele livro era a personagem principal da história, era uma psicopata. Nesse segundo volume isso se confirma.

Mas ela não é uma psicopata cruel que mata por prazer. Eu não consigo deixar de admirar sua praticidade e a forma como ela se livra de quem lhe causa perigo. Outro ponto fantástico da personalidade dela é sua capacidade de por mentir de forma natural para alcançar o que quer.

Florence é extremamente inteligente e eu “amei” a forma como ela manipula as pessoas nessa história sem que nem o mais esperto perceba que está, na realidade, agindo conforme ela quer.

Lembro que disse, também, que a história do vol. 1 merecia uma continuação, e o vol. 2 é uma continuação à altura, com um final surpreendente e tenho uma leve impressão de que essa história não acaba aqui.

Beijos e boas leituras....
Fefa Rodrigues




sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Garota Exemplar – Gillian Flynn



Gostei. Muito. De verdade. Não é o estilo de livro que eu costumo ler, mas foi uma ótima leitura. Rápida, apenas cinco dias, o que para mim é pouco já que só leio a noite e minha amiga Lu, que me emprestou o livro, deve ter lido em três dias, no máximo!!! (A Feee do Na trilhados livros vai ler em uma ida de busão ao trabalho!!!).

Para mim, o ponto alto do livro é a estrutura das personagens, a construção de todo perfil psicológico deles é ótima!!

Amy Elliot é uma mulher linda, excepcionalmente inteligente, culta e muito rica. Filha de escritores de uma série de livros inspirados em sua infância – Amy, Exemplar, que por três décadas foi leitura obrigatória no sistema educacional norte-americano. Amy é uma figura conhecida e admirada que, como uma estrela de cinema, já sofreu com perseguições e pessoas obcecadas por ela. Apesar de seu enorme pecúlio, recebido em razão da venda dos livros ela, que tem mestrado em psicologia, trabalha para uma grande revista.  

Nick Dunne é um homem bonito, atraente e culto. Apesar de sua origem em uma família humilde e meio desequilibrada, com um pai machista e violento e uma mãe doce e submissa, ele é um ótimo jornalista que trabalha para uma revista cult sobre cinema e, apesar de não chegar aos pés do brilhantismo de Amy, é um cara inteligente por quem ela se apaixona.

Amy e Nick se casam e nos três primeiros anos de casamento a vida parece perfeita. Mas então vem aquela grande recessão sobre os Estados Unidos, e os dois perdem seus empregos. Ao mesmo tempo, os pais de Amy começam a passar por dificuldades financeiras, e sua fortuna acaba se dilapidando aos poucos.

Sem muita opção, e com a notícia de que a mãe de Nick está em fase terminal de câncer, eles se mudam para uma pequena cidade falida do meio-oeste do país. UMa cidade que não tem nada a oferecer, nem a seus moradores caipiras e medíocres, muito menos a brilhante Amy que sofre muito com aquela mudança para a cidade natal de Nick, deixando sua vida balada em Nova York para trás. Apesar da aceitação de Amy com aquela mudança, Nick se sente culpado por arrastar sua esposa para o meio do nada.

O casamento dos dois começa a passar por uma certa crise, mas Amy está disposta a agir para que as coisas voltem a ser como antes, então, prepara a tradicional caça ao tesouro que ela faz para ele todo ano no dia do aniversário do casamento dos dois, onde ela vai demonstrar todo seu amor por ele e presenteá-lo, ao final, com uma grande surpresa.

Naquele dia, Nick esta trabalhando em seu bar quando recebe o telefonema de seu vizinho, dizendo que a porta de sua casa está escancarada há horas. Ele então corre para casa e encontra uma cena assustadora. Móveis quebrados, o ferro de passar roupas ligado, cacos pelo chão sem que sua esposa esteja em qualquer lugar. Tudo indica que se trata de uma cena de crime. Nick então chama a polícia imediatamente.

E aqui é que a história começa a ficar muito boa, porque entra em cena a manipulação da opinião pública pela imprensa, um ponto muito bem explorado no livro. Nick, que sempre teve problemas com seu pai machista e durão, o que fez dele um homem que não consegue expressar emoções em público, logo cai na armadilha da imprensa e de todos aqueles moradores daquela cidade falida, ávidos por ter seus 15 minutos de fama.

Agora, dezenas de pessoas jurando terem sido as melhores amigas de Amy naquele fim de mundo, tem algo para contar sobre as revelações que Amy fazia sobre Nick e sobre como ele tem parece culpado do “assassinato” de sua esposa, mesmo sem que seu corpo tenha sido encontrado.

A partir dai, entre trechos do diário de Amy e os acontecimentos narrados dia-a-dia por Nick, um terceiro personagem aparece. Uma mente doentia e psicopata. Intimidadora, manipuladora e que se aproveita dos pequenos contratempos da vida do casal para chegar ao seu objetivo.

O final do livro me deu uma sensação estranha, uma sensação de que não poderia acabar ali, de que tinha que ter mais, tinha que continuar.... porém, é o final perfeito para a proposta da autora.

Lá em meu trabalho, a gente brinca sobre uma pessoa que trabalhou lá um tempo atrás. Chamamos de “Psico” porque ela não teve pudores em mentir, manipular e jogar uns contra os outros. Apesar de ser uma “brincadeira” é de se pensar sobre os possíveis psicopatas e sociopatas que podem viver a nossa volta sem que percebamos.

Um bom livro gente, e a adaptação para o cinema com o Bem Affleck no papel de Nick sai em outubro!!

Dá tempo de ler antes do filme chegar!!!

Agora, vou para a leitura de Justa: Trocando a Alemanha Nazista pelo Brasil.

Beijos, boas leituras e ótimo fim de semana!!!

Fefa Rodrigues

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Prelúdio de Sangue - Jean Plaiy



Essa é uma série gigante!!! São 14 livros que contam a Saga da Dinastia Plantageneta, família que reinou na Inglaterra por muitos anos e que estão sempre presentes nos romances históricos medievais que adoramos.

Nesse, que é o primeiro volume da série, a história começa com Eleonora de Aquitânia, uma jovem e rica herdeira que, após a morte de seu pai, se casa dom Luis da França e se torna rainha.

Eleonore é uma jovem linda, extremamente inteligente e sensual, que adora os prazeres da vida. Ela é forte e autoritária, e seu casamento com o fraco Luiz não lhe satisfaz. Assim, a rainha leva a vida colecionando amantes até que conhece Henrique Plantageneta.

Henrique é 12 anos mais jovem que Eleonore, a rainha tinha sido amante de seu pai, mas sua beleza e esperteza que, tinha tido seu pai como um de seus amantes. Ele é filho de Matilda, que herdara o trono da Inglaterra após a morte de seu pai, Henrique I, mas que não tinha conseguido manter a coroa, perdendo para seu primo Estevão.

Henrique é um homem forte, ambicioso e, apesar de não ter beleza física, conquista Eleonore que não descansa até conseguir se divorciar do rei da França e se casar com seu amante, que sem qualquer dificuldade, assume o trono inglês após a morte de Estevão, dando início a Dinastia Plantageneta.

Aqui chegamos a quase metade do livro e até então o centro da história é Eleonore, mas, a partir de então, o foco muda para o Rei Henrique II, e foi então que eu comecei a gostar realmente do livro que passa a narrar como esse forte rei reorganizou o país, livrando da guerra civil e da falta de ordem e lei que prevaleceram durante o reinado de Estevão.

É um bom romance histórico. É verdade que falta aquela característica típica do Cornwell de preencher as lacunas da realidade com ficção, fazendo com que as tramas imaginárias sejam a ligação entre os fatos históricos. È um livro que conta a história “á seco”, digamos assim, mas mesmo não sendo fantástico como os romances do Cornwell, é uma história muito bem escrita e coerente com os fatos reais.

Como eram 14 livros, eu achei melhor comprar apenas o primeiro e ver se eu gostava do estilo para então começar comprar os outros. Eu gostei bastante, então terei que separar uma prateleira inteira para essa saga!!!

Borá ler Garota Exemplar, Gillian Flyn, por indicação e empréstimo de minha grande amiga Luly’z!!!


Beijos e boa leitura.

Fefa Rodrigues


terça-feira, 26 de agosto de 2014

1356 – Bernard Cornwell



A Busca do Graal é minha série de livros preferida. Os livros contam a história do arqueiro inglês Thomas de Hokton e de sua busca pelo Graal, a relíquia mais desejada da cristandade, enquanto combate os franceses, na eterna guerra entre aqueles dois países.

Em 1356 o arqueiro está de volta e isso fez com que eu tivesse muita expectativa com relação e este livro. Thomas é agora um arqueiro consagrado, que fez fortuna com seu arco e que comanda um bando de arqueiros, que, quando não estando lutando pelo seu senhor, vendem seus serviços aos nobres franceses.

Como parece ser seu destino, mais uma vez ele recebe uma missão sagrada. Thomas deve agora, a pedido de seu senhor, encontrar La Malice, a espada usada por Pedro para defender Cristo quando o soldado romano tentou prendê-lo e que é considerada uma das mais poderosas relíquias da cristandade.

Ambos os lados, franceses e ingleses, desejam aquela relíquia que, como crêem, tem o poder de dar a vitória a quem a possuir. Mas não é só Thomas que está em busca da famosa e mística espada, o cardeal Bressiere (não lembro se é assim que escreve e estou com preguiça de pegar o livro para conferir), um homem que, apesar de ser um príncipe da igreja, não tem nada de cristão, também a deseja, para garantir a vitória francesa sobre os ingleses e o apoio do Rei Luis de França a sua candidatura ao papado.

A história culmina na batalha de Poitiers, onde mais uma vez o exército inglês sob o comando de Eduardo, o Príncipe Negro, apesar de cansado, faminto e acuado, rechaça o exército francês graças a seus arqueiros.

Confesso que a história não tem toda aquela força da trilogia A Busca do Graal, falta um pouco de enredo para preencher as lacunas da história real, mas vale a pena a leitura porque Thomas é o melhor personagem de Cornwell e porque, quando o livro se volta para os acontecimentos envolvendo aquela grande e famosa batalha, já na sua parte final, fica ótimo.

Li uma entrevista do Cornwell uma vez em que ele dizia que sua esposa pula as descrições das batalhas quando lê seus livros, achei engraçado, porque eu acredito que uma das melhores partes dos livros dele são as batalhas!!!

Bem, agora estou lendo Prelúdio de Sangue, de Jean Plaiy (pseudônimo da escritora Eleanor Burford), bem interessante porque é uma série de 15 livros que conta toda a história da dinastia Plantageneta e para quem curte história medieval inglesa é de se esbaldar. Logo conto mais!!!

Beijos e boa leitura.

Fefa Rodrigues